Molecagem

 



Quem disse que chegaria nesta idade com demandas da década anterior? Quem disse que chegaria sem tantas dúvidas, sem tantas dívidas?

Parecia tão fácil. Era só crescer, estudar, trabalhar, ter família.

E depois de trabalhar (3º item dessa lista, dessa Ordem) a gente para pra pensar que tem família, sem ter família. Não nos moldes da Ordem, mas tem uma galera aí. Uma galera que é super por nós.

Esse lance é mesmo bem introjetado, internalizado como sociedade. É forte, estável, duradouro dentro da própria lógica.

Hoje, me sinto mais responsável, porém menos responsabilizável. E por sinal a molecagem me reapareceu. Tava muito sério para ser sincero. E sério, como vemos, pode ser muito sério. E eu não quero, nem preciso desse compromisso todo.

Valeu aí quem tentou me convencer do contrário! Vocês foram (e continuam a ser) persistentes!

O Carro do Sorvete acabou de passar e vou continuar sendo o moleque chupando picolé sentado na calçada mesmo. Me cai bem.

(A propósito) e quem quiser brincar...terça-feira, na frente da pista de skate (lá tem gente brincando também), Praia do Flamengo, sete da noite.

Último a chegar é a mulher do padre (punição severa)

e

Quem falar primeiro vai se ver com a vaca amarela!




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