Marcas Noturnas

O ocaso se fez novamente
Hora de deixar o lugar
que um dia chamei de lar

Sem pedir pensamentos sombrios invadem minha mente
Uma ciranda macabra ressoa, rodeia, penetra, permeia

Caio num transe intransitável, confuso.
O corpo é carregado para a rua, pra chuva
A alba, límbica, divide momentos tênues
de depressão e euforia, rancor e hamonia

Piso em poças, encharco os pés
numa água tão suja que me confundo, me fundo
Um só ser encardido, o elemento e eu.

Marcas noturnas e irremediáveis 

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