Inerente Solidão
volto à fortaleza do meu quarto
permito-me mostrar quem sou
transitante na penumbra que sublinha as paredes,
ligo a TV e a ouço falar mas ignoro
sem vigor caminho até o chuveiro
a água quente se avança sobre o corpo
uma fumaça disforme sopra o vapor na direção da brecha da porta
anuncia ao lado uma neblina quente e encorpada
interrompida pela luz que faixa um branco azulado
encosto a cabeça até que meus fios molhados lavem o vidro embaçado
fecho os olhos com esperança
de abri-los e notar que a agonia foi embora
não deixando em mim seu rastro que me esmaga os ombros, rasga pele e ossos
mas me vejo no espelho
e enxergo minhas marcas
evidenciando meu cansaço
...assopro até sumir nas nuvens
e ficar sozinho novamente.
saco a toalha, afago em sorriso, puxo um cigarro
retorno em mim
"fodam-se os problemas" reflito fixamente
até achar que acredito
o bastante para me ocupar por vagas horas
o calor da sexta a noite cava em mim, minhas entranhas
a vontade de explorar vendo o mundo girar
então me apresso devagar
até vestir-me e apanhar as chaves
corro a mão na geladeira e busco uma cerveja
o primeiro gole e a última tragada
saio mas deixo o sufoco, desligando-me desta parte
pelo menos por enquanto
enquanto penso onde ir eu não paro o movimento
essa noite não me prendo feito fera
me lanço sobre a luz do luar até chegar a rua
onde o riso é pouco não procuro me estender
quero a alegria que nunca foste minha
tomar emprestado a euforia dos estranhos
que gritam e festejam
e balançam suas tulipas no ar
então caso goles desenfreados com maços de cigarro
seguem as horas
que me tira a sede
que me rouba os tragos
que me faz sentar pra aliviar as pernas
que me beija e se despede
sem olhar pra trás
até que a noite brilhe o dia
e eu volte para o quarto
que me assola
assombra e consola
onde posso retirar minha fantasia. A deixo pendurada
no encosto da cadeira
o que havia por dentro
agora exposto
é o cru corpo suado
leve e corroído
passou tempo demasiado
flutuante em alegoria
de uma noite que me acorrentaste
agadanhou as minhas costas
e me cuspiu de volta
deito-me no quarto
minha fortaleza penumbrante
sempre protegendo-me
de mim mesmo
permito-me mostrar quem sou
transitante na penumbra que sublinha as paredes,
ligo a TV e a ouço falar mas ignoro
sem vigor caminho até o chuveiro
a água quente se avança sobre o corpo
uma fumaça disforme sopra o vapor na direção da brecha da porta
anuncia ao lado uma neblina quente e encorpada
interrompida pela luz que faixa um branco azulado
encosto a cabeça até que meus fios molhados lavem o vidro embaçado
fecho os olhos com esperança
de abri-los e notar que a agonia foi embora
não deixando em mim seu rastro que me esmaga os ombros, rasga pele e ossos
mas me vejo no espelho
e enxergo minhas marcas
evidenciando meu cansaço
...assopro até sumir nas nuvens
e ficar sozinho novamente.
saco a toalha, afago em sorriso, puxo um cigarro
retorno em mim
"fodam-se os problemas" reflito fixamente
até achar que acredito
o bastante para me ocupar por vagas horas
o calor da sexta a noite cava em mim, minhas entranhas
a vontade de explorar vendo o mundo girar
então me apresso devagar
até vestir-me e apanhar as chaves
corro a mão na geladeira e busco uma cerveja
o primeiro gole e a última tragada
saio mas deixo o sufoco, desligando-me desta parte
pelo menos por enquanto
enquanto penso onde ir eu não paro o movimento
essa noite não me prendo feito fera
me lanço sobre a luz do luar até chegar a rua
onde o riso é pouco não procuro me estender
quero a alegria que nunca foste minha
tomar emprestado a euforia dos estranhos
que gritam e festejam
e balançam suas tulipas no ar
então caso goles desenfreados com maços de cigarro
seguem as horas
que me tira a sede
que me rouba os tragos
que me faz sentar pra aliviar as pernas
que me beija e se despede
sem olhar pra trás
até que a noite brilhe o dia
e eu volte para o quarto
que me assola
assombra e consola
onde posso retirar minha fantasia. A deixo pendurada
no encosto da cadeira
o que havia por dentro
agora exposto
é o cru corpo suado
leve e corroído
passou tempo demasiado
flutuante em alegoria
de uma noite que me acorrentaste
agadanhou as minhas costas
e me cuspiu de volta
deito-me no quarto
minha fortaleza penumbrante
sempre protegendo-me
de mim mesmo
Meu coração
ResponderExcluirBate ligeiramente apertado
Ligeiramente machucado
Caiu tão fundo nessa emoção
Primeira vez
Que o amor bateu de frente comigo
Antes era só um amigo
Agora mudou tudo de vez
Será que você sente
Tudo o que eu sinto por você
Será que é amor
Tá tão difícil de esconder
Oh, oh, olha o que o amor te faz
Te deixa sem saber como agir
Oh, oh, quando ele te pegar
Não tem pra onde você fugir
Oh, oh, olha o que o amor me faz
Fiquei tão boba, fiquei assim
Oh, oh, nada será capaz
De apagar esse amor em mim
Oh, oh
Meu coração
Bate ligeiramente apertado
Ligeiramente machucado
Caiu tão fundo nessa emoção
Primeira vez
Que o amor bateu de frente comigo
Antes era só um amigo
Agora mudou tudo de vez
Será que você sente
Tudo o que eu sinto por você
Será que é amor
Tá tão difícil de esconder
Oh, oh, olha o que o amor te faz
Te deixa sem saber como agir
Oh, oh, quando ele te pegar
Não tem pra onde você fugir
Oh, oh, olha o que o amor me faz
Fiquei tão boba, fiquei assim
Oh, oh, nada será capaz
De apagar esse amor em mim
Oh, oh
Texto publicado em 21 de Fevereiro... O Carnaval causa comoção, entendo.
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