Contos de fada - Parte 1
Hoje, pela primeira vez, levei meu baseado para passear. Você sabe, fiquei meio nervoso, era a primeira vez dele na rua, em contato com o mundo. Mas deu tudo certo. No caminho encontrei com a cerveja que já tava acostumada com o povo, ela é popular saca? Foi um dia bem legal, tava sol, muita vodka na rua, tinha muito uísque também. Passei por uma galera que tá na moda, as artesanais. Que saco! “ O sabor, a textura, a qualidade” - patricinhas da porra! São até gostosas, alguns não vivem sem. “ O malte, o cheiro” - às favas todos estes! Porém não gosto de cervejas que se sentem superiores. Passei por uma cachaça que meu Deus! Era forte e se você tentasse qualquer gracinha ela te apagava. Mas como sou sujeito vivido tentei, provei e fui pro abraço. Resultado: fomos pra casa cachaça, baseado e eu, uma mistura que nunca mais me esquecerei, prazer até o fim. No dia seguinte subia a serra, chamei o vinho e ele aceitou de pronto. “Por que não ?“ ele disse. Foi uma viagem agradável. Nós: vinho, e eu na estrada sem nada a temer. Disfrutando da brisa, vidros abertos. Estava fresco, mas eu começava a sentir calor em sua companhia. Estava a muito tempo sem vê-lo, então eram muitos sentimentos. Mas teve uma hora que no meio do caminho - eu tentei dizer pra ele - precisei da água e ela foi super solícita. Não houve ciúmes por parte do vinho. Ele sabe que me faz sentir desse jeito, porém...
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