O-por-tu-no
Desde a primeira "conferida" que demos um no outro, de baixo pra cima. Uma mistura alternativa e hippie, tudo meio confuso. Mas ainda assim, funcionava em você. Cruzamos os olhares, demos uma risada daquela situação (confesso que esse seu bom humor, facilitou muito minha "entrada"). Uma piadinha aqui, você riu dae, rebateu na mesma moeda, como quem diz: "nesse jogo também sou letrada". Toca Caetano e como diria um amigo: "Vai jogador!".
Hà cada desengonçado passo de dança, tanto meu quanto teu, parecia que nos encaixávamos mais e mais. Pulamos, extravasamos. As mãos se estapeavam ali, aqui, em todo lugar. Entre uma musica e outra respirávamos, quase que de comum acordo, era dada uma pausa no desejo. Essa facilidade em nos entendermos, sem muito esforço, me impressionava de maneira estranha.
Não quero me alongar na história, mas digo que foi intenso. Digo ainda que escrevendo isso agora, me dei conta que ainda lembro daquele cabelo castanho com cheiro de festa, aquele hálito com cheiro de liberdade e da sua risada sonora, ecoando de todos os lados.
Uma noite, dois desconhecidos e uma longa historia de 12 hs.
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